segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Parque de Diversões.

Ele a segurou na mão, e a levou. Sentaram logo nas primeiras cadeiras. A vista era muito melhor sem nada e ninguém a frente. A abraçou e olhando nos olhos, disse:'tudo bem, eu estou aqui!' Era tudo que ela -naquele momento- precisava ouvir. Mais o medo dele era muito maior do que o dela. Ele, que morria de medo de tudo. Ele, que sempre tinha todo o controle da situação e gostava de prever todas suas sensações, se viu afoito. Mais não teve duvidas, tinha a certeza de que com ela, qualquer sensação seria banal. O barulho da engrenagem enferrujada o fez tremer e pensar por instantes em voltar atrás, mais sentiu tanta segurança naquela gota de suor da mão dela que insistia em molhar a sua -e que juntas pingaram de medo e segurança- que o fez ter a certeza de que seria com ela que estava disposto a viver tudo aquilo. Gritaram, choraram, soltaram as mãos. Cada segundo ali, longe do chão, assustava ele que gostava de saber sempre por onde pisava. O medo aumentava com a subida e quase morria de tesão na descida. Não durou muito. todos aqueles minutos eternizados pela alma, foram suficientes para ter a certeza de que era ao lado dela, que queria mesmo sentir e viver todas aquelas sensações. respirou fundo e sorriu. Sabia que o frio na barriga era normal e não sentiu mais medo; poderiam pegar a fila e recomeçar tudo de novo. Era só ter em si a vontade de ser único e estar disposto ao risco que levava as alturas e o afundava no chão.

Era tudo o que ele procurava..
tudo que fosse possível sentir, um pouco mais perto das nuvens.

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