Bom dia, senhoras e senhores. Eu simulo histórias de amor. os senhores não se assustem nen me condenem, porque eu podia estar matando, eu podia estar robando, sabe como é.. mais estou inventando, poxa. que mal tem? Eu invento histórias de amor e acabo maltratando a mim mesmo. mais até ai quem nao for masoquista que me julgue. Já inventei a do primeiro amor, do primeiro namorado. e agora conto uma história que de fato não veio a acabar, ela foi cortada por outra história que eu resolvi escrever.. Essa história foi um drama. lindo. de começar e acabar chorando. No auge da minha juventude, eu começei a escrever a história da paixão. e vocês sabem né, a paixão! ah, a paixão. aquela coisa de olho no olho, aquela sintonia. Meu Deus! a paixão sabia dos meus desejos e das minhas vontades. a paixão ia me enlouquecendo. me fazia soltar o que eu tinha de melhor e o de pior. pela paixão eu gritava, eu suava, eu gemia. eu me arrastava, eu era todo sangue. uma coisa sem nome que a paixão me transformava, eu perdi a minha identidade. mais eu tambem era eu, em todos os meus defeitos. e até que ele suportava os meus defeitos, e até gostava de alguns. ele satisfazia aquelas coisas que só se tem coragem de contar, quando é a paixão que fala contigo. Meu Deus! a paixão foi me consumindo e eu fui ficando fraco. Fraco. Fraco. Quando a paixão resolveu me deixar, eu vi que tava fraco e ninguem podia me segurar. Ninguém. E eu com essa mania de inventar, tive que aguentar sozinho a dor de inventar um amor tão grande, que mal cabia dentro de mim e só me destruía. Eu fui caindo, sem força nenhuma. E foi quando achei que o 'escritor' dentro de mim tinha morrido. Assim eu ia parar com essa mania de inventar histórias de amor. tinha morrido aquela vontade de criar, de dormir abraçado, se sair cantando sem motivo. tudo porque no fim, eu tinha criado na verdade, a história do não-amor. daquele que veio pra não gostar de mim, daquele que não quer me namorar. Criei ele assim, do jeito que eu gostava. com umas manias bobas na verdade, mais lindas. com um cheiro que se misturava com o meu, de um jeito de cuidar que fazia falta quando estava longe, com uma indecisão absurda que era pra bater de frente com as minhas certezas. Essa história não podia ter amor, não pode!
(E pela primeira vez, não era eu que escrevia o meu roteiro.)
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