Quando a gente se conheceu
achamos que de mãos dadas
iamos levar uma vida incrível
De mãos dadas, contruimos um sonho
a gente podia tudo porque eramos dois!
O tempo passou e todas as contruções
que pareciam sólidas
que pareciam fortes
se perderam em um tempo que não se permitia mais
que existia essa força
E quando tudo tem que ser maleável
aquilo que é rígido, destrói
e quando destrói o que é grande
tudo desmorona
Desmoronam as certezas
desmoronam os sentimentos
desmorona a confiança
a verdade
a sinceridade
e o amor que dava vida
desmorona o amor que dava vida
desmorona a vida que era vida
pelo amor
Eu não vou voltar no assundo do
você gostou ou não de mim
Isso perdeu completamente o sentido
Eu vou falar do que eu sinto agora
e só
porque eu preciso virar a página deste livro
e eu só posso virar a página
escrevendo esta história até o final.
Vamos lá..
eu vou falar tudo aquilo que você já sabe
Eu te amei feito um idiota
achei que o meu mundo começou a fazer sentido
no dia em que você entrou na minha vida
eu achei que você era o homem da minha vida
e eu ainda acho
Mais o homem da nossa vida pode passar
e ir embora
Seria sorte demais a minha
você esperar que eu cresça e veja as coisas
como elas realmente são
eu sempre vi tudo meio errado
Várias vezes eu escrevi o email de despedida
a carta de despedida
a conversa de despedida
Eu sempre te dava adeus
louco pra ouvir um até logo
até breve
até agora
Até agora eu to esperando que você venha dizer
que vai sentir a minha falta
não só as vezes
E quando tudo estava praticamente no fim
eu ferrei tudo
te cobrando certezas
Era uma forma que eu tinha arrumado
para continuar almoçando
(sem você)
continuar trabalhando
(sem você)
continuar dormindo
ou pelo menos tendo vontade de dormir
(sem você)
Você era o meu prêmio.
É como se..
Se eu fosse um bom garoto
ia ter o meu grande amor no final
e eu fui até que um bom menino
fui o melhor que eu pude
Tanto que tudo mudou na minha vida
nada lembra quem eu era quando te conheci
acho que nen você lembra quem eu era
quando eu te conheci
eu lembro
cada detalhe
e eu amei
cada detalhe seu
até os que eram menos bonitos
ou feios, mesmo!
Eu tentei te avisar
mais você não me ouviu
eu disse que eu precisava de cuidado
que eu precisava de mudança
e eu estou mudando
tarde demais.
Você vai sentir até orgulho
quando me ver daqui a um tempo
de longe
porque assim de perto
você vê o que há de pior em mim
a minha alma
Eu nunca tentei te esquecer
eu nunca tentei realmente tirar você da minha vida
mais agora eu tenho que tentar
E eu vou aprender que não vale a pena te amar
nen mais
nen demais
e como antes
não podemos mais seguir de mãos dadas
minha mão machuca a sua
minha mão é grande demais pra você
E eu estou te escrevendo
pra dizer que você pode agora parar de se importar
eu to indo embora mesmo
eu,
justo eu que tinha decidido ficar.
Você continua lindo
e eu continuo querendo continuar em você
Mais é dessas decisões que a vida
obriga a gente a tomar
Quando a despedida é rápida
dói menos
Há pouco eu havia te prometido
que de agora em diante eu seria mais eu
E eu to procurando força
pra não quebrar essa promessa
A única que agora
eu faço por mim mesmo.
Deixo aqui beijo carinhoso
um abraço pras coisas boas
e uma saudade de um tempo que ainda não vivemos
Eu fui seu refugio
seu amigo
seu abrigo
sua dimensão paralela
sua vibe
sua companhia
seu confidente
e agora eu vou ser
que sabe e finalmente
sua saudade.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
primeiro o fim, agora é vida!
No teu primeiro adeus, você disse tanta coisa que nao justificava a sua mão abanando e se despedindo de mim. eu fiquei tão triste. perguntei pros amigos, pra família, pro céu.. pra qualquer coisa que se parecia menos confuso do que eu: Por que? Uns me responderam que não sabiam, outros que nen queriam saber. No seu segundo adeus, procurei a todos os que eu tinha procurado e ao contrário do silêncio, veio uma avalanche massacrante de motivos, todos enumerados, claros e coerentes. você tinha todos os motivos para ir embora, e você foi. eu tinha todos os motivos pra não te deixar ir. só não os encontrei quando foi preciso.
E agora você vê o balanço tranquilo do meu braço dizendo: adeus, homem da minha vida. queria tanto uma históia de amor diferente.. mais eu vou embora! enxergando agora, é dificil demais ficar.
E agora você vê o balanço tranquilo do meu braço dizendo: adeus, homem da minha vida. queria tanto uma históia de amor diferente.. mais eu vou embora! enxergando agora, é dificil demais ficar.
quinta-feira, 19 de maio de 2011
não pode ser amor.
Bom dia, senhoras e senhores. Eu simulo histórias de amor. os senhores não se assustem nen me condenem, porque eu podia estar matando, eu podia estar robando, sabe como é.. mais estou inventando, poxa. que mal tem? Eu invento histórias de amor e acabo maltratando a mim mesmo. mais até ai quem nao for masoquista que me julgue. Já inventei a do primeiro amor, do primeiro namorado. e agora conto uma história que de fato não veio a acabar, ela foi cortada por outra história que eu resolvi escrever.. Essa história foi um drama. lindo. de começar e acabar chorando. No auge da minha juventude, eu começei a escrever a história da paixão. e vocês sabem né, a paixão! ah, a paixão. aquela coisa de olho no olho, aquela sintonia. Meu Deus! a paixão sabia dos meus desejos e das minhas vontades. a paixão ia me enlouquecendo. me fazia soltar o que eu tinha de melhor e o de pior. pela paixão eu gritava, eu suava, eu gemia. eu me arrastava, eu era todo sangue. uma coisa sem nome que a paixão me transformava, eu perdi a minha identidade. mais eu tambem era eu, em todos os meus defeitos. e até que ele suportava os meus defeitos, e até gostava de alguns. ele satisfazia aquelas coisas que só se tem coragem de contar, quando é a paixão que fala contigo. Meu Deus! a paixão foi me consumindo e eu fui ficando fraco. Fraco. Fraco. Quando a paixão resolveu me deixar, eu vi que tava fraco e ninguem podia me segurar. Ninguém. E eu com essa mania de inventar, tive que aguentar sozinho a dor de inventar um amor tão grande, que mal cabia dentro de mim e só me destruía. Eu fui caindo, sem força nenhuma. E foi quando achei que o 'escritor' dentro de mim tinha morrido. Assim eu ia parar com essa mania de inventar histórias de amor. tinha morrido aquela vontade de criar, de dormir abraçado, se sair cantando sem motivo. tudo porque no fim, eu tinha criado na verdade, a história do não-amor. daquele que veio pra não gostar de mim, daquele que não quer me namorar. Criei ele assim, do jeito que eu gostava. com umas manias bobas na verdade, mais lindas. com um cheiro que se misturava com o meu, de um jeito de cuidar que fazia falta quando estava longe, com uma indecisão absurda que era pra bater de frente com as minhas certezas. Essa história não podia ter amor, não pode!
(E pela primeira vez, não era eu que escrevia o meu roteiro.)
(E pela primeira vez, não era eu que escrevia o meu roteiro.)
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Palavra dói.
Porque palavra mesmo, tem que doer: sendo dita com saliva e sangue. palavra tem que consumir os olhos de quem lê. Palavra tem que ser grito e sussuro, verdade e mentira, medo e coragem. Palavra é a unica coisa capaz de fazer sentir raiva, ciúme. Palavra machuca mais que beijo, mais que olhar. Palavra trai e perdoa. Palavra excita muito mais do que um assopro teu no meu ouvido, muito mais que suas mãos suadas redesenhando o meu corpo. Palavra repele, insunua, palavra mente. Mente, mente, mente. Palavra não proteje ninguém, não respeita nenhum sorriso, nenhum choro. e traz lágrima para a sua felicidade. Palavra dói, dói, dói. tem que doer. Porque palavra quebra a coisa mais forte desse mundo..
o silêncio.
o silêncio.
terça-feira, 17 de maio de 2011
(..)
Explica aos poucos, porque eu sou burro. Como foi que tudo aconteceu?
No fundo, você sabe. não quero falar sobre isso.
Você me traiu?
Não.
Nen em pensamento?
Não tenho que te dar satisfações de nada, sou apenas seu amigo.
E porque mesmo que tudo terminou?
Porque você não tem ambição nenhuma, amor. Digo, Rafael.
Eu tenho ambição sim!
Ambição de que?
De ser bom naquilo que faço, porque amo.
Viu só? Eu te dei ambição. Eu te dei gosto. Eu te dei preferências! Eu estava cansado de dar tudo e você nunca aprender nada; se você ainda fosse burro.. mais você é acomodado. e isso me matava.
Acomodado era você que nunca me amou e ficou comigo só porque eu te idolatrava. E eu te idolatrava, de verdade. Eu te achava lindo, interessante. Pra mim, o mundo inteiro queria te tirar de mim.
Irônico, ne? foi você mesmo que me tirou de você.
Mais é você que me completa.
Qualquer um te completa, molde pronto. é facil.
Mais eu quero que você seja feliz. Eu também quero.
Então pronto! a gente vai ser amigo.
E como vai o trabalho?
Tá legal, to conseguindo me sair muito bem.
Ah, eu sempre soube que você ia arrumar uma coisa legal.
Beleza, a gente se vê?
A gente se vê.. por ai!
Beijo.
Beijo.
Se Cuida.
Você também!
No fundo, você sabe. não quero falar sobre isso.
Você me traiu?
Não.
Nen em pensamento?
Não tenho que te dar satisfações de nada, sou apenas seu amigo.
E porque mesmo que tudo terminou?
Porque você não tem ambição nenhuma, amor. Digo, Rafael.
Eu tenho ambição sim!
Ambição de que?
De ser bom naquilo que faço, porque amo.
Viu só? Eu te dei ambição. Eu te dei gosto. Eu te dei preferências! Eu estava cansado de dar tudo e você nunca aprender nada; se você ainda fosse burro.. mais você é acomodado. e isso me matava.
Acomodado era você que nunca me amou e ficou comigo só porque eu te idolatrava. E eu te idolatrava, de verdade. Eu te achava lindo, interessante. Pra mim, o mundo inteiro queria te tirar de mim.
Irônico, ne? foi você mesmo que me tirou de você.
Mais é você que me completa.
Qualquer um te completa, molde pronto. é facil.
Mais eu quero que você seja feliz. Eu também quero.
Então pronto! a gente vai ser amigo.
E como vai o trabalho?
Tá legal, to conseguindo me sair muito bem.
Ah, eu sempre soube que você ia arrumar uma coisa legal.
Beleza, a gente se vê?
A gente se vê.. por ai!
Beijo.
Beijo.
Se Cuida.
Você também!
medo do inferno
(..e o que mais você poderia esperar de um cara como eu? amor, esperança e confiabilidade? Sim! eu te garanto que também sou feito desse tipo de material. mais é que depois de tanto tempo tomando tapa na cara, a vida foi me moldando de uma maneira diferente..)
Eu já fui ao inferno algumas vezes. e na maioria delas, foi por causa de pessoas como você. o problema é que eu sempre volto diferente. muito diferente. e quando eu volto tem sempre uma criatura que me manda pra lá de novo. CHEGA, CANSEI!!! e agora essa minha atitude tem uma simples razão: apesar de ter sido jogado lá varias vezes, eu nunca percebo quando estou caindo. Eu te garanto que a gente so percebe que esta no inferno quando é tarde demais. o coração gela, as lágrimas queimam e o nosso rosto se distorce de maneira quase irreconhecível. Não. eu não sou insensível como você. no máximo eu posso ser acusado de ser medroso. Sim, eu confesso qe sou um tremendo medroso. um idiota, caso você prefira. mais o fato é que ninguem vai me jogar denovo naquele abismo medonho. Ninguém!
Isso, vá embora! é melhor pra você do que pra mim.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
o que aconteceu com a gente?
Hoje você me disse tanta coisa dolorida. todas as suas palavras me machucaram muito! voce me contou que o amor que a gente sente e nos machuca é igual a minha perna tatuada, tem que ser arrancada. O amor, é igual a nossa perna. é parte da gente. é o nosso apoio. ( voce gosta da sua perna, não se vê sem ela, mais ela te faz mal. e é preciso arrancar essa perna antes que adoeça todo o resto do corpo) Hoje eu tive nojo dela. Eu tive nojo de um pedaço de mim. Eu tive nojo do meu amor. Meu Deus! você sempre me disse e eu não intendia muito a verdade, eu só sabia que aquela perna que eu olhava e estava tão linda, estava podre por dentro. Quanto tempo eu passei sem acreditar? Um dia, quem sabe eu encontre outra perna. Mais forte, mais minha. Quem sabe um dia.
enquanto isso, vou sem perna..
me apoiando em você!
enquanto isso, vou sem perna..
me apoiando em você!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
carta ao meu amigo
Rafael,
Sei que tudo deu errado no fim das contas
E agora, sei apontar todos os erros
Mais o que a gente faz com eles?
O que a gente faz com a gente?
Por mais que eu saiba que acabou
que eu saiba que podia ter dado certo, e não deu
ainda assim, gosto de enterrar meus mortos perto de mim
Sinto mais saudade quando você está perto..
dói demais te ver e não te querer mais
Sinto saudade não de você, mais sim do tempo em que eu
ainda sentia saudades suas
Usamos o tempo como se fosse nosso
Usamos, mais não pudemos guardar nada
Vivemos todo ele com uma sede tamanha
mais não podemos nem lembrar direito..
lembrar tudo certinho, sentir o que a gente sentia..
Alguns buracos aparecem e vão aumentando
Brincamos enquanto o tempo passava e agora não podemos segura-lo
nem mesmo num instante
Nosso amor, me fez te ver com certa amargura
Sinto, e senti cada segundo da nossa morte
E te ver agora me deixa desconcertado
Lembro de tudo na minha vida que já foi
De tudo o que eu perdi, de tudo o que eu esqueci
Olho pra você e me dói tanto, que chega a ser indecente
Eu tenho vontade de te comer e guardar você dentro de mim
Só pra não precisar te ver e você, não precisar ir embora
Não precisar decidir nada..
Tenho tanta, mais tanta saudade também da época
que minha mãe me colocava no colo
Dizia que tudo ia bem e assim
bem devagarzinho, as coisas iam ficar no lugar certo
Que eu não precisava chorar que o pé ia melhorar, o sangue ia secar.
Que ela ia sempre me proteger e sempre estaria ali..
Mais sei bem agora que no fim, sou eu que vou ter que fazer meus próprios curativos
Fazer o meu almoço
Sabe, gastei tudo o que eu tinha com você. mais pra onde foi tudo isso?
Não! eu não quero de volta. tudo o que eu te dei, fica com você
Este castigo é seu
Os meus, eu guardo aqui, embaixo da minha cama
No canto dos meus olhos, no meu jeito de rir, nos meus novos cabelos brancos
Olho no espelho e me lembro de você
Lembro que vou morrendo enquanto ainda vivo
e eu estou bem vivo!
Antes achava que a pessoa morria assim, de repente
sem mais
Mais te vi apodrecendo dentro de mim, devagarzinho
como, como eu tentei te empalhar!
Chorei muito quando via seus olhos desbotados..
Agora não choro mais, pois morro também.
e meus olhos também estão desbotados.
E por mais que eu saiba que não tem como existir mais nada,
e que me sinto livre
percebo que precisava das nossas mentiras pra sair do lugar
Percebi o que me fazia voar, era o medo
A vontade de escapar
Agora, vou me enterrar na minha liberdade e digo adeus as minhas asas
Pois agora tenho medo do que sei que está aqui
não há mais dúvidas, palavras ditas nas entrelinhas..
Fica quietinho e deita aqui do meu lado.
vem ser sozinho junto comigo e assim, a gente assiste o outro a morrer
Pra lembrar mais uma vez, o quando tudo isso dói
Mas é bom doer
Porque assim a gente sente o cheiro de sangue.. de vida!
Porque a única maneira de permanecer vivo por enquanto..
é morrendo!
Sei que tudo deu errado no fim das contas
E agora, sei apontar todos os erros
Mais o que a gente faz com eles?
O que a gente faz com a gente?
Por mais que eu saiba que acabou
que eu saiba que podia ter dado certo, e não deu
ainda assim, gosto de enterrar meus mortos perto de mim
Sinto mais saudade quando você está perto..
dói demais te ver e não te querer mais
Sinto saudade não de você, mais sim do tempo em que eu
ainda sentia saudades suas
Usamos o tempo como se fosse nosso
Usamos, mais não pudemos guardar nada
Vivemos todo ele com uma sede tamanha
mais não podemos nem lembrar direito..
lembrar tudo certinho, sentir o que a gente sentia..
Alguns buracos aparecem e vão aumentando
Brincamos enquanto o tempo passava e agora não podemos segura-lo
nem mesmo num instante
Nosso amor, me fez te ver com certa amargura
Sinto, e senti cada segundo da nossa morte
E te ver agora me deixa desconcertado
Lembro de tudo na minha vida que já foi
De tudo o que eu perdi, de tudo o que eu esqueci
Olho pra você e me dói tanto, que chega a ser indecente
Eu tenho vontade de te comer e guardar você dentro de mim
Só pra não precisar te ver e você, não precisar ir embora
Não precisar decidir nada..
Tenho tanta, mais tanta saudade também da época
que minha mãe me colocava no colo
Dizia que tudo ia bem e assim
bem devagarzinho, as coisas iam ficar no lugar certo
Que eu não precisava chorar que o pé ia melhorar, o sangue ia secar.
Que ela ia sempre me proteger e sempre estaria ali..
Mais sei bem agora que no fim, sou eu que vou ter que fazer meus próprios curativos
Fazer o meu almoço
Sabe, gastei tudo o que eu tinha com você. mais pra onde foi tudo isso?
Não! eu não quero de volta. tudo o que eu te dei, fica com você
Este castigo é seu
Os meus, eu guardo aqui, embaixo da minha cama
No canto dos meus olhos, no meu jeito de rir, nos meus novos cabelos brancos
Olho no espelho e me lembro de você
Lembro que vou morrendo enquanto ainda vivo
e eu estou bem vivo!
Antes achava que a pessoa morria assim, de repente
sem mais
Mais te vi apodrecendo dentro de mim, devagarzinho
como, como eu tentei te empalhar!
Chorei muito quando via seus olhos desbotados..
Agora não choro mais, pois morro também.
e meus olhos também estão desbotados.
E por mais que eu saiba que não tem como existir mais nada,
e que me sinto livre
percebo que precisava das nossas mentiras pra sair do lugar
Percebi o que me fazia voar, era o medo
A vontade de escapar
Agora, vou me enterrar na minha liberdade e digo adeus as minhas asas
Pois agora tenho medo do que sei que está aqui
não há mais dúvidas, palavras ditas nas entrelinhas..
Fica quietinho e deita aqui do meu lado.
vem ser sozinho junto comigo e assim, a gente assiste o outro a morrer
Pra lembrar mais uma vez, o quando tudo isso dói
Mas é bom doer
Porque assim a gente sente o cheiro de sangue.. de vida!
Porque a única maneira de permanecer vivo por enquanto..
é morrendo!
São Paulo, 05 de maio de 2011
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